JUBs: basquete 3×3 se populariza entre estudantes

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil Salvador

Divulgação/Light Press/CBDU/Saulo Cruz
STYLLYS MALHARIA

É sob o sol de Salvador (BA) e ao som de músicas dançantes que os atletas do basquete 3×3 buscam a vitória nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs). Com a quadra montada no estacionamento de um resort na capital baiana, o basquete 3×3 remete ao típico esporte de verão.

“O 3×3 é mais comum nas peladas, né? É mais street. Nas praças de Goiânia rola bastante”, disse Victor Cozac, atleta da Universidade Federal de Goiás (UFG). “Eu acho interessante a inclusão da modalidade. Ela permite que outras pessoas possam jogar também. O time que não conseguir entrar pelo tradicional, o 5×5, pode tentar pelo 3×3”.

No basquete 3×3 existe apenas uma cesta. Os times, compostos de três atletas, mais um reserva,  precisam conduzir a bola para fora da linha de 3 pontos a cada nova tentativa de pontuação. Isso deixa espaço mais curto e exige mais talento individual dos atletas para sair da marcação adversária.  As partidas duram 10 minutos. As cestas de fora da linha de 3, no basquete 3×3 valem 2 pontos, dos outros pontos da quadra, inclusive o lance-livre, valem 1 ponto.

A modalidade entrou no calendário dos JUBs em 2017, mas apenas nas etapas preliminares, ocorridas nos estados. Este ano, o basquete 3×3 entrou na fase final, que reúne atletas estudantes de todo o país. O esporte também foi incluído oficialmente nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Disputa da etapa final do basquete 3×3 nos Jogos Universitários Brasileiros Divulgação/Light Press/CBDU/Saulo Cruz

“Normalmente a gente faz algumas pesquisas de interesse de novas modalidades nas nossas competições e o basquete 3×3 foi uma dessas. A gente teve uma boa adesão das instituições e dos atletas e mantivemos a modalidade nas competições”, explicou Juca Battiste, coordenador-geral de eventos da Confederação Brasileira de Desporto Universitário (Cbdu).

E o sol não deu trégua para os atletas. O calor castigava a cada pulo, cada arremesso e cada corrida. Numa arquibancada coberta, colegas de várias universidades aplaudiam cada ponto. As pausas nas partidas eram o momento em que os atletas se abrigavam à sombra de uma tenda e se hidratavam, exaustos.

Etapa final do basquete 3×3 Feminino no Jogos Universitários Brasileiros – Divulgação/Light Press/CBDU/Saulo Cruz

“Essa modalidade oscila muito. Ao mesmo tempo que é divertida, ela é bem cansativa”, disse Mayara Marins, da UniVeritas, do Rio de Janeiro. Mayara foi um dos destaques da categoria feminina na manhã de hoje. Sua habilidade no garrafão, assim como de suas colegas de time, garantiu uma vitória tranquila.

Mayara é um dos vários casos de atletas profissionais e que, por também estarem na universidade, se credenciam a participar dos JUBs. “Eu joguei basquete 3×3 um grande período da minha vida na minha base, mas agora estou voltando, convidada pela faculdade para jogar os JUBs. Eu estava na equipe de São Bernardo do Campo [SP], mas por questões financeiras não colocaram time para disputar o estadual. Mas para a liga brasileira eles vão colocar e eu volto”.