Marido confessa ter matado idosa achada morta em RO com fios enrolados no corpo, diz polícia

Por Karen Dencker, Rede Amazônica

Corpo de idosa foi encontrado em Rolim de Moura, com fios enrolados nas mãos e pernas — Foto: Alerta Rolim/ Reprodução
STYLLYS MALHARIA

O suspeito pela morte de uma idosa, de 64 anos, marido da vítima, foi interrogado pela Polícia Civil de Rolim de Moura (RO), que apura o caso. Segundo o delegado à frente das investigações, Alexandre Baccarini, o homem disse que matou a esposa com um golpe de pedaço de madeira na cabeça dela após uma discussão entre os dois.

A mulher foi encontrada sem vida e com fios elétricos enrolados nas mãos e nas pernas na semana passada na casa onde morava. Por enquanto, o suspeito segue em liberdade, pois não houve flagrante.

Em depoimento, o marido da vítima disse à polícia que saiu no dia do crime para beber. Quando retornou, ele e a idosa começaram a discutir pelo fato de que o suspeito ingeriu bebida alcoólica.

Em determinado momento da discussão, o homem contou que pegou um pedaço de madeira e bateu na cabeça da mulher, que caiu no chão na sequência. Após a agressão, ele alegou que almoçou e foi dormir.

“Resumidamente, ele disse que chegou em casa, saiu de manhã para fazer algo, bebeu, chegou na hora do almoço e a mulher estava lavando roupa no tanque. Depois começaram a discutir porque ele saiu para beber. Nisso, ele pegou um pedaço de madeira e bateu na cabeça dela. Ela caiu no chão e ele foi almoçar e dormiu. Quando acordou, a mulher não estava lá. Foi uma outra pessoa lá (na casa) para ver e ela estava morta. Ela estava com esse queimado na mão, que ele diz não saber o que que é. Mas essa é a versão dele. A perícia tem que esclarecer essa situação”, explicou o delegado.

O delegado ainda reiterou que a polícia acredita que o suspeito enrolou os fios para simular um acidente. O inquérito do caso foi concluído e, agora, o Ministério Público deve apresentar a denúncia ao Tribunal de Justiça.

Linha de investigação

A Polícia Civil passou a trabalhar com a linha de investigação de que a idosa tenha sido assassinada.

Alexandre Baccarini disse que a versão registrada no boletim de ocorrência e dada à Polícia Militar (PM) foi baseada no depoimento do companheiro da vítima. Nesse primeiro momento, a polícia não encontrou nenhum indício que apontasse que o homem estivesse mentindo ou ocultando informações.

“Por se tratar de uma morte com violência, o corpo é submetido a um exame médico legal. Durante a necropsia, o médico legista verificou que ela tinha uma lesão na parte superior da cabeça”, contou o delegado.

Baccarini explicou que quando uma pessoa recebe uma descarga elétrica, o corpo apresenta sinais de entrada e saída dessa descarga em forma de queimaduras, o que não foi verificado no corpo da idosa.

Outra possibilidade, também já descartada pela polícia, é que a mulher pudesse ter recebido um choque, caído e batido com a cabeça.

“O local onde está a lesão, na parte superior da cabeça, não indica que ela tenha caído ou batido a cabeça, a não ser que tenha caído de ponta, o que não é possível”, destacou Alexandre.