Rondônia registra redução de 44% nos casos de HIV em grávidas em 2019

Por Departamento de Comunicação

STYLLYS MALHARIA

Em 2019, Rondônia registrou uma redução no índice de mulheres grávidas contaminadas pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) de 44%. Os números são positivos frente aos dados nacionais divulgados pelo Ministério da Saúde, que apresentou alta superior de cerca de 38% na média nacional dos últimos dez anos. A exemplo, em 2008, foram registradas 6,7 mil gestantes com HIV, o que representava 2,1 casos para cada 1 mil nascidos vivos. Em 2018, esse número passou para 8,6 mil, o equivalente a 2,9 casos a cada 1 mil pessoas

A coordenadora do programa das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) da Agência Estadual de Vigilância em Saúde do Estado de Rondônia (Agevisa), Gilmarina Silva, explica que essa é uma preocupação de todos os estados da federação, mas que Rondônia vem mantendo uma diminuição de casos. Em um período de 15 anos (2004 a 2019), o estado registrou cerca de 827 casos.

“Desde a descoberta do primeiro caso de HIV em grávidas, que aconteceu em 2004, nós temos focado na prevenção e em políticas públicas. Em 2019 conseguimos reduzir em até 44% o número de casos, que passou de 80 para 45 registros”, destacou a coordenadora.

PREVENÇÃO

Segundo Gilmarina, a redução se deve ao trabalho planejado que vem sendo realizado pela Agevisa, com foco na prevenção. Campanhas de conscientização sobre a importância do uso de preservativos nas relações sexuais acontecem durante todo o ano, com distribuição gratuita de preservativos à população. “Hoje, com apenas um teste rápido, a pessoa consegue descobrir se possui a doença e, em pouco tempo, iniciar o tratamento”, ressaltou a coordenadora.

TRANSMISSÃO VERTICAL

Gilmarina destaca, ainda, a importância de uso do preservativo mesmo após o nascimento do bebê, já que o vírus do HIV pode ser transmitido através do leite materno, a chamada transmissão vertical. “Nós orientamos que a mulher, após notar os sintomas típicos da gravidez, procure a unidade de saúde para a realização de exames, pré-natal e o teste rápido que identifica várias doenças como o HIV, por exemplo. Caso descubra a doença, a paciente será orientada da melhor forma sobre como fazer o tratamento”.

SOBRE O HIV

A infeção com o vírus embora não tenha cura, possui tratamento que é oferecido gratuitamente em toda a rede estadual.

Caso não seja tratado, o vírus pode levar à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), estágio mais avançado da doença. A prevenção com uso de preservativos é ainda a ferramenta mais eficaz para evitar o contágio.

“Rondônia conta com dez Serviços de Assistência Especializada (SAE) para tratar os pacientes. As unidades de saúde, além de possuírem equipes profissionais capacitadas, estão abastecidas com medicamentos, tudo para que o paciente receba o melhor tratamento possível. E reafirmamos a importância do uso de preservativos, a realização dos testes rápidos, tanto em mulheres quanto nos homens, já que o parceiro também deve realizar o tratamento, garantindo a saúde dos dois”, concluiu a coordenadora.