Em Seul, 60 mil taxistas param em protesto contra aplicativo de caronas

Por EFE/Seul
Taxistas em Seul (Foto: EFE/ Yonhap)

Pelo menos 60 mil taxistas que circulam por Seul e região fizeram nesta quinta-feira uma greve e se concentraram no centro da capital da Coreia do Sul para protestar contra o lançamento de um novo aplicativo de compartilhamento de veículos que, garantem, prejudicará o setor.

A convocação aconteceu depois que o aplicativo de mensagens instantâneas mais popular da Coreia do Sul, Kakao, anunciasse na última terça-feira que começaria a recrutar motoristas interessados em participar de seu novo serviço.

O aplicativo conectará motoristas dispostos a compartilhar lugares em seus veículos com aqueles que vão para o mesmo endereço, somente nos horários de pico pela manhã e a noite.

Os taxistas consideram que este serviço afetará duramente os quase 100 mil táxis que rodam em Seul e na província de Gyeonggi, que hospeda cerca de 20 milhões de habitantes (quase a metade da população do país), considerando que o serviço de táxi gera boa parte de sua renda, juntando as duas regiões, em horário de pico.

Em Seul, cerca de 60 mil motoristas, segundo dados da polícia, se concentraram na Praça Gwanghwamun e depois seguiram até as proximidades da Casa Azul, a residência presidencial sul-coreana.

“Já temos uma das tarifas mais baixas da Ásia e o aplicativo nos afundará. Se faltam mais táxis para a hora do rush, que concedam mais licenças”, disse à Agência Efe, Choi Beom-soo, taxista em Seul que participou do ato.

Já a empresa, que planejava lançar o aplicativo em janeiro, disse hoje em comunicado que seguirá “debatendo com a indústria do táxi e os agentes relacionados” antes do lançamento.

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