“VAR” tem mais um fim de semana de polêmicas

Por www.terra.com.br

STYLLYS MALHARIA

O árbitro de vídeo (VAR) voltou a ser destaque, negativo, na rodada do fim de semana da Série A do Brasileiro. Pelo menos em três jogos, houve muita reclamação de que teria interferido diretamente nos resultados, com eventual prejuízo para times com objetivos diferentes na competição.

No Palmeiras, a chiadeira foi total com o gol de empate do Grêmio (1 a 1), no sábado, em Porto Alegre. O lance do tento dos gaúchos nasceu da cobrança de um lateral que pertencia à equipe paulista. Ao deixar de ganhar três pontos naquele clássico, o Palmeiras caiu para a terceira posição e deixou de se igualar ao Santos, líder com 32.

Pelo protocolo do VAR, não deve haver revisão de jogadas após o reinício da partida. Segundo o manual do árbitro de vídeo, se houvesse uma reavaliação toda vez que a bola saísse das quatro linhas para saber se a arbitragem acertou na indicação de tiro de meta, escanteio ou de lateral, isso levaria a excessivas interrupções do jogo.

Em São Paulo 1 x 0 Ceará, na estreia marcante de Daniel Alves no Tricolor, nesse domingo, no Morumbi – ele foi autor do gol -, o VAR mandou o árbitro de campo seguir normalmente com a partida depois de um choque do goleiro Tiago Volpi com o atacante do time visitante, Felippe Cardoso, dentro da área. Para o comentarista de arbitragem da TV Globo, Paulo Cesar de Oliveira, a trombada caracterizou em pênalti, ignorado pelo VAR. Os cearenses sonham com uma vaga na Libertadores do ano quem e o São Paulo busca o título do Brasileiro.

A controvérsia maior foi na grande surpresa da rodada – a vitória do CSA por 1 a 0 sobre o Fluminense, na tarde desse domingo, no Maracanã. Houve ali dois lances de pênaltis para os cariocas, nos quais o VAR nem sequer foi acionado. Com a derrota, o Flu terminou a rodada na zona de rebaixamento, em 18º, com 12 pontos, e viu o CSA se aproximar com perigo – está em 19º com 11.

Ao menos, no clássico Vasco x Flamengo, sábado, em Brasília, o VAR atuou corretamente em dois pênaltis marcados a favor dos vascaínos – ambos desperdiçados. Assim como na expulsão de Gustavo Henrique, do Santos, no primeiro lance do jogo em que a equipe perdeu por 2 a 0 para o Cruzeiro, no Mineirão. O cartão vermelho ao lateral Moisés do Bahia, no 1 a 1 com o Goiás, na Fonte Nova, também foi uma medida acertada, sugerida pelo árbitro de vídeo.

Nesta segunda, à tarde, na sede da CBF, no Rio, o chefe da Comissão de Arbitragem da entidade, Leonardo Gaciba, vai conceder entrevista para explicar as medidas que estão sendo tomadas a fim de evitar mais problemas com a utilização do VAR.